Aí que entre os engorda-emagrece de 2009 eu acabei o ano mais gorda. Bem mais gorda do que no começo. Mas é isso aí, vida que segue.

Uma coisa que eu adoraria entender, mas acho que nunca conseguirei alcançar tamanha magnitude é: por que caralhos as pessoas se incomodam tanto com o peso alheio. Juro, simplesmente isso não me entra na cabeça.

A cena é comum: – e vivenciada por mim diversas vezes desde o meu recente aumento de peso –  tá lá a (o) pobre gordinha (o) tentando disfarçar seus pneus dignamente quando chega um filho da puta qualquer e brada às multidões: “Nossa Fulano! Como você engordou!!!”

A (o) pobre gordinha (o), roxo de vergonha, tenta colocar um sorriso na cara e dar a melhor das respostas, mas cadê argumento plausível na hora da raiva? O que resta é enfiar a viola no saco e tentar sair pela tangente, espumando de raiva de tamanha indelicadeza do corno insensível que fez o comentário feliz.

O que eu gostaria de entender – quem sabe no meu leito de morte? – é o que as minhas banhas tem que te incomodam. Tanto lugar bonito nesse mundo de meu Deus pra ver e você quer direcionar o seu olho justamente pra minha barriga?

Comentar o peso alheio para mim é falta de uma das duas coisas: ou de assunto, ou de educação. E pessoas que tem essas duas debilidades eu não quero perto de mim.

Uma coisa é, óbvio, comentar o peso de artistas de Hollywood ou da Globo, que você provavelmente nunca verá de perto e melhor, nunca saberá que você falou dela, simplesmente porque enquanto você se diverte falando das gramas a mais ela limpa o nariz (ui!) com nota de 100. Eu e a Tchya May nos matamos de rir com o nosso blog Olhe para o Teto! onde tiramos sarro de celebridades por puro despeito.

Agora, olhar na cara de uma pessoa que você conhece/convive e lançar um comentário digno de mamute desses é indelicadeza demais.
Se alguém estiver realmente interessado em quanto eu peso, se eu tenho celulite, se eu tenho estria em qualquer lugar que seja, faz assim: passa lá em casa qualquer dia e pegue um boleto de conta minha pra pagar. A partir do momento que você pagar as minhas contas, eu te passo um boletim diário de quanto eu estou pesando e quantas calorias eu ingeri.

Agora, se não estiver a fim de fazer isso, vá catar coquinho na beira da estrada. Quem sabe algum caminhoneiro parrudo não vê e se apaixona.

Uma barrigada em todo mundo, cheia de amor!

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