Hoje eu resolvi reler todo o arquivo do meu blog.
Revivi fins de semana felizes, dois desfiles na escola de samba, resoluções de fim de ano, provas oficiais na faculdade, mudanças de setor no trabalho e regimes que começaram e foram abandonados.

Mas uma das coisas que mais me chamou a atenção foi o fato de que, desde o surgimento deste espaço eu sou apaixonada pela mesma pessoa. E essa relação já passou por diversas situações e fases, desde o “louca de amor” ao “esperanças renovadas”, do “agora vai” ao “agora chega“.

 Tive um namoro no meio tempo, que não deu certo por motivos outros – além, claro, desse sentimento não resolvido dentro de mim – mas que só serviu para me mostrar que não, não adianta insistir em enfiar na minha vida qualquer pessoa para tentar, em vão, ocupar um espaço que não serão capazes de preencher, me trazendo mais frustração.

Mas não era isso o que eu queria falar!!!

Pensando em todas essas indas-e-vindas lembrei de uma situação hilária!!!
O ser humano é ardiloso, se vale de cada artifício para conseguir o que quer… Muito – muito mesmo – tempo atrás uma amiga comentou comigo que um amigo dela estava interessado em mim, que tinha me visto com ela numa baladinha e que queria me conhecer.
Eu estava solteira, na maior fase “não-tô-fazendo-nada-você-também” e pedi maiores informações sobre o mancebo.
Ela me falou que ele era alto, moreno, tinha uma boca linda, estudava, fazia academia a tarde e era fã incondicional do Roxette.

Beleza, em posse das informações marcamos de nos conhecer na discoteca do clube Ginástico, que é tradicional aqui em Rio Claro e eu ia todo domingo – pode rir, eu tinha 12, 13 anos e nem ligo.
Estou lá sentadinha com uma amiga em uma das mesas quando ele se aproxima. A amiga se toca e vai dar uma voltinha – comprar refri, ir ao banheiro, sabe-se lá qual foi a desculpa que ela deu.
Papo vai, papo vem, aquelas banalidades todas já tinham se esgotado (“o que você faz da vida?”, “você gosta de futebol?”, “em que série você está?”) e surgiu aquele maledeto silêncio constrangedor na mesa….
Mas, numa época que o Orkut ainda não existia para salvar as nossas vidas eu tinha uma informação privilegiada!!!
Olhei com aquela cara de blasé para as caixas de som e falei com cara de entendida: “Bem que podia tocar umas músicas do Roxette aqui, né?”.

Resumo da ópera: namorei o menino 1 mês!! kakakakakakkaaka
Foi o meu primeiro namoradinho “sério”, nos 30 dias que ficamos juntos nós nos vimos umas 4 vezes: a primeira vez que ficamos, quando ele foi conhecer meus pais – sou tradicionalista, tá? -, fomos no cinema e o dia que eu terminei com ele.

Hoje eu não preciso mais fazer isso, não tenho motivos para fingir que sou uma pessoa que não sou. Dá trabalho demais e não compensa. Já cansei de falar para todo mundo: a pessoa que quiser ficar comigo vai ter que levar o pacote completo, com seus defeitos e qualidades.

Beijos para todos!

Para ler ouvindo/vendo o clipe abaixo:

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