Estou, nesse post, celebrando a vida.
Com todas as suas nuances, as suas surpresas, reviravoltas e as suas injustiças também, por que não??
Quero dividir toda a alegria e tristeza que estou sentindo nesse momento, tentar expressar em palavras o que o meu coração sente.

No dia 20/10/2008 meu sobrinho nasceu. Com 50cm, 2,990kg chegou o Luan, lindo, saudável, forte e muito amado por toda a sua família. Com um futuro todo pela frente, que nós vamos fazer o possível (e o impossível também) para que seja dos mais brilhantes e felizes.
Estou muito feliz com a chegada dele, com a possibilidade de fazer a diferença na vida de mais uma criança, olhando para o Hyago (irmãozinho dele) e vendo os traços, a personalidade, o sorriso, e imaginando se é assim que ele vai ficar…

No dia 21/10/2008 um conhecido meu, que durante um tempo foi bem próximo mas nos últimos anos só trocávamos scraps no orkut faleceu. Ele foi acometido por um aneurisma cerebral na semana passada e não resistiu.
O Fabio tinha 25 anos. Era quase da minha idade, bonito, sorridente, namorava uma menina linda, tinha planos, tinha uma família que o amava e agora, ninguém tem mais nada, a não ser a saudade.

Sou espírita, entendo (juro que eu tento, pelo menos) os desígnos de Deus na nossa vida e sei que, uma vez completada a nossa missão na Terra não temos mais o que fazer aqui. Sei também que aneurisma é uma coisa muito séria e que ele ficaria com seqüelas caso resistisse e não se sentiria bem vivendo com restrições impostas a ele pela sua saúde.
Mas como ser humano, passional por excelência, tenho o direito de revoltar-me contra algumas coisas, por mais imutáveis que elas sejam.

Meu Deus, ele tinha 25 anos… Tinha planos!!!
Num belo dia ele acordou, fez xixi, escovou os dentes, pensou na namorada, tomou café, lembrou de pagar a conta do celular, deixou um scrap para o amigo que mora fora no orkut, saiu de casa, abasteceu o carro, almoçou e do nada uma veia no cérebro dele estoura. Ponto final.

Se não fosse por acreditar em Deus e nos planos Dele para a nossa vida, nos manteríamos inertes… De que adianta, no fim das contas, a gente fazer planos, esperar mudanças, formar-se em qualquer coisa que seja, pensar que as coisas podem melhorar?  Do nada desliga-se a força, apaga-se a luz, ceifa-se a vida…

Estou chateada demais para ser racional…
Estou feliz demais para me entregar…
=/

Beijos para todos!

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