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Não…
Eu não estou só por opção. Não tenho pretendentes fazendo fila na porta de casa.
Não recebo mensagens apaixonadas no celular, nem scraps de ninguém se declarando.
Não fico com um cara por noite, não estou desprezando convites para sair, não sou grossa com ninguém.
Não quis me apaixonar pela pessoa “errada”, não acho bonito ter me apaixonado pelo meu amigo que namora desde sempre, não tive escolha quanto a nada disso.Não sou uma mulher de parar o quarteirão, não sou magra e curvilínea, não faço a linha sexy 24 horas por dia, não sou afetada.
Não sou burra, não sou fútil, não sou preconceituosa, não sou vazia.

Não banalizo a palavra amor, não banalizo o sexo, não banalizo o meu corpo nem sentimentos (meus e dos outros).
Não faço de cada saída minha de casa uma possibilidade para “caçar”, não me preocupo em paquerar cada homem bonito que entra num bar.
Não deixo de lado minhas convicções e princípios, não abro mão da minha vida e das minhas opiniões (não abrir mão é diferente de impor), não falo amém para tudo.

E ainda assim… Não, eu não tenho ninguém.
Perguntei para um amigo homem o que impede dele me ver enquanto mulher. E ele me disse que é questão de afinidade.
Não discordo dele, mas como – graças a Deus – somos todos tão diferentes, onde será que está escondido esse homem que me aceitará do jeito que eu sou e terá comigo a afinidade que os outros não tem?
Estou triste sim, estou me sentindo sozinha sim, estou carente sim.
Porque atrás de toda essa fortaleza que me pintam tem uma mulher, que gosta de carinho, de massagem, de ter alguém para amar e de ser amada. E à muito tempo eu não tenho nada disso.

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