Despedida

“Outro tempo começou pra mim agora…”

Esse blog existe desde maio/2007 e ja foi testemunha de muita coisa que aconteceu comigo… Já contei aqui minhas conquistas, minhas desilusões amorosas, minhas tentativas de ser uma pessoa mais magra, mais positiva, enfim…de ser uma pessoa melhor.

Muitas dessas tentativas foram em vão e, relendo todo o histórico desse blog, percebi o quanto ele é triste, negativo.

Estou vivendo uma fase completamente nova na minha vida.
Sou, finalmente, uma pessoa melhor, feliz.

Essa mudança se refletiu em diversas áreas da minha vida e, como o meu blog é um reflexo do que eu vivo, vai se refletir também no blog.

O pqnão “morre” nesse post.
Não vou apagar o blog, ele continuará aqui, como uma marca de tudo o que passou.

Continuarei escrevendo, como sugeriu a razão pela qual tudo mudou: meu namorado, meu amor.
E será no endereço: http://www.ferissima.wordpress.com

Espero vocês lá. E obrigada pela paciência!

Migalhas

Quem já teve oportunidade de ouvir a música da Simone que é o título desse post sabe que tem uma letra maravilhosa… Cabe como uma luva para as pessoas que já se doaram incondicionalmente para um amor e que não tiveram em retribuição o mesmo sentimento, ou, na pior (melhor?) das hipóteses, na mesma intensidade.

Quando se é apaixonado por alguém, raramente mede-se as coisas que se fala. O nervosismo que a presença da pessoa causa faz com que a noção do que é “adequado” fique desfocada e geralmente quando nos damos conta de que exageramos no discurso, já é tarde demais…

Sinto muito
Mas não vou medir palavras
Não se assuste
Com as verdades que eu disser

Por outro lado, quando a pessoa amada está por perto, temos tanta vontade de tocar, de sentir, de gritar para o mundo inteiro o quanto se ama, que as palavras simplesmente somem, deixam a boca seca e aquela sensação de que faltou dizer algo – geralmente o mais importante.

Quem não percebeu
A dor do meu silêncio
Não conhece
O coração de uma mulher

O que mais machuca num amor assim é a consciência de que, não importa o que se faça, nem o tanto que se fale, algumas coisas simplesmente não mudam. Você não pode mudar o que a pessoa sente por você – e nem a ordem natural das coisas. Quando se ama com tanta intensidade, é natural que se busque pelo menos o mesmo sentimento de volta. E dificilmente isso é alcançado – para a tristeza de muitos.

Eu não quero mais ser
Da sua vida
Nem um pouco do muito
De um prazer ao seu dispor

Quero ser feliz
Não quero migalhas
Do seu amor
Do seu amor…

Apesar de tudo isso, a incessante busca pela plenitude desse sentimento torna ainda mais emocionante quando o primeiro beijo acontece, o primeiro carinho, o primeiro olhar carregado de significados. Faz com que  tenhamos a impressão de que valeu sim, toda a espera, a luta, as lágrimas.

Quem começa
Um caminho pelo fim
Perde a glória
Do aplauso na chegada

Durante o caminho, muitas vezes a desesperança é tão grande que acabamos por “desistir”, nos envolvendo com pessoas que não tem aquilo que buscamos, e essa tentativa só serve para nos machucar e confundir ainda mais.

Como pode
Alguém querer cuidar de mim
Se de afeto
Esse alguém não entende nada

Não foi esse o mundo
Que voce me prometeu
Que mundo tão sem graça
Mais confuso do que o meu

Em alguns casos tanta coisa acontece durante o processo, tanta gente se machuca, que o sentimento simplesmente se perde. Já ví casos de casais que se amavam muito, mas que depois de brigas e vai-e-volta de relacionamento, se perderam no caminho. E, como uma amiga minha fala, pra que entrar/viver num relacionamento pela metade quando se por ter outro por inteiro?

Não adianta nem tentar
Maquiar antigas falhas
Se todo o amor
Que voce tem pra me oferecer
São migalhas, migalhas…

* post inspirado na letra da música, que eu adoro, e estou ouvindo no repeat desde cedo. Não necessariamente eu vivo/vivi o que está escrito acima.

Forte

 

Aí que entre os engorda-emagrece de 2009 eu acabei o ano mais gorda. Bem mais gorda do que no começo. Mas é isso aí, vida que segue.

Uma coisa que eu adoraria entender, mas acho que nunca conseguirei alcançar tamanha magnitude é: por que caralhos as pessoas se incomodam tanto com o peso alheio. Juro, simplesmente isso não me entra na cabeça.

A cena é comum: – e vivenciada por mim diversas vezes desde o meu recente aumento de peso –  tá lá a (o) pobre gordinha (o) tentando disfarçar seus pneus dignamente quando chega um filho da puta qualquer e brada às multidões: “Nossa Fulano! Como você engordou!!!”

A (o) pobre gordinha (o), roxo de vergonha, tenta colocar um sorriso na cara e dar a melhor das respostas, mas cadê argumento plausível na hora da raiva? O que resta é enfiar a viola no saco e tentar sair pela tangente, espumando de raiva de tamanha indelicadeza do corno insensível que fez o comentário feliz.

O que eu gostaria de entender – quem sabe no meu leito de morte? – é o que as minhas banhas tem que te incomodam. Tanto lugar bonito nesse mundo de meu Deus pra ver e você quer direcionar o seu olho justamente pra minha barriga?

Comentar o peso alheio para mim é falta de uma das duas coisas: ou de assunto, ou de educação. E pessoas que tem essas duas debilidades eu não quero perto de mim.

Uma coisa é, óbvio, comentar o peso de artistas de Hollywood ou da Globo, que você provavelmente nunca verá de perto e melhor, nunca saberá que você falou dela, simplesmente porque enquanto você se diverte falando das gramas a mais ela limpa o nariz (ui!) com nota de 100. Eu e a Tchya May nos matamos de rir com o nosso blog Olhe para o Teto! onde tiramos sarro de celebridades por puro despeito.

Agora, olhar na cara de uma pessoa que você conhece/convive e lançar um comentário digno de mamute desses é indelicadeza demais.
Se alguém estiver realmente interessado em quanto eu peso, se eu tenho celulite, se eu tenho estria em qualquer lugar que seja, faz assim: passa lá em casa qualquer dia e pegue um boleto de conta minha pra pagar. A partir do momento que você pagar as minhas contas, eu te passo um boletim diário de quanto eu estou pesando e quantas calorias eu ingeri.

Agora, se não estiver a fim de fazer isso, vá catar coquinho na beira da estrada. Quem sabe algum caminhoneiro parrudo não vê e se apaixona.

Uma barrigada em todo mundo, cheia de amor!

2010

Quem é vivo sempre aparece – quem é morto também, como nós, espíritas, acreditamos, mas não vamos entrar no mérito – e é por isso que eu voltei.
Após um hiato de quaaase 1 ano sem postar, aqui estou eu de volta ao meu querido pqnão. Nem vou tentar justificar essa ausência absurda porque né… sem comentários para tamanho descaso com esse meu ‘querido diário’.

O que passou, passou e quem vive de passado é museu!

2010 chegou, enfim. Tô botando uma fé nesse ano que dá até medo… Tinha muita esperança que 2009 fosse um ano foda e não foi.
Ok, minto.
2009 foi um ano muito bom em alguns aspectos… Finalmente acabou a faculdade, fui aprovada no meu TCC e agora sou uma bacharel em Direito – embora ainda não tenha colado grau, coisa que resolverei em março. Tô adorando trabalhar no SAJU, aprendo muito e gosto das pessoas que trabalham comigo. Mudei para outra casa, onde moro só com a minha irmã Aline. Fiz novos amigos e fortaleci amizades antigas.

Reclamações para ele eu tenho de monte… Mas tenho medo de ver só o lado negativo da coisa… Deixa pra lá então.

Janeiro começou bem… passei uns dias na casa dos meus pais na praia – sim, eles mudaram para Santos – aproveitei minhas férias coçando meu pseudo-saco nervosamente, paquerei menininhos de sunga na praia, tomei bastante cerveja…  A coisa toda agora é fechar a bendita boca e emagrecer, chega desse visual beluga-chic.

Para um post de retorno, já falei demais. Não sumo mais, prometo.

Beijos para quem é de beijo, abraço pra quem é de abraço e um holla! pra quem é de holla!

Inocência?

Eu moro em uma cidade do interior de São Paulo chamada Rio Claro.
Ok, eu espero você fazer a conexão, eu tenho certeza que já ouviu falar da minha cidade.
Infelizmente, a maioria das lembranças que irão aflorar na sua mente são escândalos. O andarilho que matava crianças, um famoso caso de suspeita de pedofilia, os casos de estelionato…

Estamos vivenciando mais um escândalo, que na verdade tem como pano de fundo uma tragédia sem tamanho. Todo mundo que tenha sequer ligado a televisão ou acessado os grandes portais desde terça feira está sabendo do caso da menina Gabriela Nunes de Araújo, de 8 anos, covardemente assassinada com um tiro na cabeça durante um assalto à sua casa, num condomínio fechado da cidade, protegido com guarita, câmeras de segurança e alarme.
O autor do disparo que ceifou a vida desse anjinho foi possivelmente um menor de idade, reicidente no mundo do crime, que está foragido, assim como o seu comparsa. 

Assim como toda a população da cidade, estou me sentindo revoltada com essa barbárie e hoje, voltando para casa, ouvi a música “Eyes of Christ“, da banda Angra, no carro. Uma frase dessa música traduziu parte do que eu penso a respeito dessa situação:

‘Eyes of Christ on a devil’s face                           “Olhos de Cristo sobre a face de Satã
Eyes of Christ on a devil’s face                             olhos de Cristo sobre a face de Satã
Wait for your heart to show the way       Espero pelo seu coração para mostrar o caminho
Turn your old mind from flesh to clay            Sua mente envelhece de carne para barro
I beg for a Miracle”                                                 Eu imploro por um milagre”

As fotos desses marginais viraram uma corrente, passando por todos os e-mails da cidade, numa tentativa de auxiliar a localização deles. Quando olhamos para a cara deles, podemos ver a juventude estampada, numa inocência inerente à pouca idade. Naqueles olhos, que tão pouco tempo de vida já presenciaram, brilham a ganância, a maldade. É o olho de Cristo na face de Satã, que a música fala.

Os mesmos olhos que presenciaram a face de pânico da menina, da sua irmã gêmea e da babá, intimidadas na mira de uma arma, dentro da sua casa.
Os mesmos olhos que estudaram friamente a forma mais fácil de invadir a casa de uma família, cobiçando os seus bens.
Os mesmos olhos que são cobertos por tarjas no jornal da cidade.

A cidade clama por Justiça. Faz uma passeata pela paz.
Desculpe, cidadãos rioclarenses. Empunhar cartazes e usar roupa branca não vai trazer a menina Gabriela de volta, não vai fazer com que o Governo tome providências, não vai diminuir a imensa dor no peito dos familiares. E, é bem provável, que encha os olhos desses monstros de uma satisfação por entrar na história do crime da cidade.

Que o espírito dessa criança encontre paz.
Que a família tenha força.
Que os beneficiados pelos órgãos que foram humanamente doados pela família tenham uma vida próspera e saudável.

E que tenhamos todos um pouco mais de segurança.

Jur

que eu não morri! Juro mesmo, de verdade.
Jaja eu volto!!!

Same “mistake” again…

Hoje eu resolvi reler todo o arquivo do meu blog.
Revivi fins de semana felizes, dois desfiles na escola de samba, resoluções de fim de ano, provas oficiais na faculdade, mudanças de setor no trabalho e regimes que começaram e foram abandonados.

Mas uma das coisas que mais me chamou a atenção foi o fato de que, desde o surgimento deste espaço eu sou apaixonada pela mesma pessoa. E essa relação já passou por diversas situações e fases, desde o “louca de amor” ao “esperanças renovadas”, do “agora vai” ao “agora chega“.

 Tive um namoro no meio tempo, que não deu certo por motivos outros – além, claro, desse sentimento não resolvido dentro de mim – mas que só serviu para me mostrar que não, não adianta insistir em enfiar na minha vida qualquer pessoa para tentar, em vão, ocupar um espaço que não serão capazes de preencher, me trazendo mais frustração.

Mas não era isso o que eu queria falar!!!

Pensando em todas essas indas-e-vindas lembrei de uma situação hilária!!!
O ser humano é ardiloso, se vale de cada artifício para conseguir o que quer… Muito – muito mesmo – tempo atrás uma amiga comentou comigo que um amigo dela estava interessado em mim, que tinha me visto com ela numa baladinha e que queria me conhecer.
Eu estava solteira, na maior fase “não-tô-fazendo-nada-você-também” e pedi maiores informações sobre o mancebo.
Ela me falou que ele era alto, moreno, tinha uma boca linda, estudava, fazia academia a tarde e era fã incondicional do Roxette.

Beleza, em posse das informações marcamos de nos conhecer na discoteca do clube Ginástico, que é tradicional aqui em Rio Claro e eu ia todo domingo – pode rir, eu tinha 12, 13 anos e nem ligo.
Estou lá sentadinha com uma amiga em uma das mesas quando ele se aproxima. A amiga se toca e vai dar uma voltinha – comprar refri, ir ao banheiro, sabe-se lá qual foi a desculpa que ela deu.
Papo vai, papo vem, aquelas banalidades todas já tinham se esgotado (“o que você faz da vida?”, “você gosta de futebol?”, “em que série você está?”) e surgiu aquele maledeto silêncio constrangedor na mesa….
Mas, numa época que o Orkut ainda não existia para salvar as nossas vidas eu tinha uma informação privilegiada!!!
Olhei com aquela cara de blasé para as caixas de som e falei com cara de entendida: “Bem que podia tocar umas músicas do Roxette aqui, né?”.

Resumo da ópera: namorei o menino 1 mês!! kakakakakakkaaka
Foi o meu primeiro namoradinho “sério”, nos 30 dias que ficamos juntos nós nos vimos umas 4 vezes: a primeira vez que ficamos, quando ele foi conhecer meus pais – sou tradicionalista, tá? -, fomos no cinema e o dia que eu terminei com ele.

Hoje eu não preciso mais fazer isso, não tenho motivos para fingir que sou uma pessoa que não sou. Dá trabalho demais e não compensa. Já cansei de falar para todo mundo: a pessoa que quiser ficar comigo vai ter que levar o pacote completo, com seus defeitos e qualidades.

Beijos para todos!

Para ler ouvindo/vendo o clipe abaixo:

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